Estudos

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PROJETOS DE PESQUISA EM EXECUÇÃO

Líder: Robson Ventura de Souza

Período de execução: 01/03/2022 a 28/02/2025 

Atividade: Aquicultura

Apesar de contar com apenas 1,2% do território nacional, Santa Catarina se destaca na produção da aquicultura. O estado é o quarto maior produtor de peixes de água doce e o maior produtor de moluscos cultivados do Brasil. O levantamento de dados de produção da aquicultura é uma atividade fundamental para monitorar o desenvolvimento da atividade e para embasar políticas públicas voltadas ao setor. Por esse motivo, a Epagri historicamente realiza o levantamento dos dados de produção da aquicultura em Santa Catarina. Um projeto de pesquisa recente da Epagri modernizou os processos de levantamento, organização e disponibilização desses dados. Devido à importância dos dados de produção, se faz necessário dar continuidade a esse levantamento.

Líder: Alex Alves dos Santos

Período de execução: 20/06/2022 a 30/12/2024 

Atividade: Maricultura

O cultivo comercial de K. alvarezii foi autorizado em 2020 em Santa Catarina. Apesar dos estudos de viabilidade econômica terem sido feitos para a indústria de carragenana, uma forte demanda surgiu nos últimos três anos pela indústria dos fertilizantes. No entanto, informações básicas sobre a composição química das algas e seus produtos derivados precisam ser identificadas para atender a demanda do mercado. Pouco se conhece sobre o potencial biofertilizante desta espécie cultivada no Brasil e sua composição química está diretamente ligada às condições ambientais do cultivo. Considerando que biofertilizantes possuem em sua composição fitormônios e compostos bioativos resultantes do metabolismo das macroalgas, é de se esperar que exista uma variação quali/quantitativa desses compostos. Sendo assim, a análise da composição de extrato com potencial biofertilizante de K. alvarezii associada às condições de cultivo torna-se essencial à geração de produto estável para a indústria agrícola.

Líder: Bruno Corrêa da Silva

Período de execução: 03/01/2022 a 30/12/2024 

Atividade: Piscicultura

Apesar do destaque catarinense no cenário nacional, algumas regiões produtoras do estado possuem condições climáticas desfavoráveis para a produção da tilápia-do-nilo, devido ao frio intenso nos meses de outono-inverno. Santa Catarina apresenta um clima subtropical, e determinadas regiões do estado apresentam altitude elevada, fator que intensifica as baixas temperaturas, limitando o desenvolvimento da atividade, já que a tilápia é uma espécie de origem tropical. O objetivo deste projeto é aprimorar o desempenho produtivo a campo da tilápia-do-nilo durante o outono-inverno, bem como realizar o levantamento da variação de temperatura da água na região do planalto norte catarinense neste período. 

Líder: Luis Hamilton Pospissil Garbossa 

Período de execução: 01/01/2022 a 31/12/2023 

Atividade: Maricultura

Santa Catarina é a maior região produtora de moluscos do Brasil e carece de avanços tecnológicos para o aprimoramento do Plano Estratégico para Desenvolvimento Sustentável da Maricultura referente a confiabilidade dos dados físicos e biogeoquímicos. Isto pode ser obtido através da modelagem e do zoneamento aquícola, de modo semelhante ao que já é realizado no Estado para produção agrícola. O desafio é a integração de dados hidrológicos, meteorológicos, oceanográficos e zootécnicas. A integração destes dados é capaz de gerar informações precisas, ou seja, capazes de serem medidas e quantificadas. A partir destas atividades podemos gerar cenários e informações e proporcionar aos tomadores de decisão formas confiáveis para amparar discussões onde há conflito de interesse entre a aquicultura empresas de saneamento e a indústria do turismo. Através de um projeto como este teremos ferramentas para avaliar o impacto da produção no meio ambiente e o impacto da ocupação urbana nos cultivos.

Líder: Felipe Suplicy 

Período de execução: 10/10/2020 a 31/12/2023 

Atividade: Maricultura

As licenças ambientais das áreas aquícolas marinhas concedidas em Santa Catarina contêm uma série de condicionantes impostas aos produtores, entre estas, a realização de um monitoramento ambiental das áreas de cultivo. Devido a falta de experiências brasileiras sobre como realizar adequadamente este controle, a Epagri propôs ao IMA a adoção de padrões e metodologias internacionalmente aceitas. O tema está alinhado com a área de atuação da equipe de pesquisadores do CEDAP, contemplado no plano estratégico da empresa e no Plano Estratégico para o Desenvolvimento Sustentável da Maricultura Catarinense (2018- 2028).

Líder: Guilherme Rupp

Período de execução: 01/09/2021 a 31/12/2023 

Atividade: Maricultura

O interesse científico sobre pepinos-do-mar cresceu consideravelmente em vários países na última década. Estes organismos atingem valores comerciais astronômicos devido à intensa utilização na gastronomia asiática, à grande aplicação na medicina oriental, e à recente identificação de substâncias com significativa ação bioativa (anticancerígena, antiviral, antifúngica, entre outras) de interesse da indústria farmacêutica. A imensa demanda e o alto preço nos mercados asiáticos, tem fomentado intensa captura ao redor do mundo, de modo que a maioria dos estoques encontram-se sobreexplotados e muitas espécies ameaçadas ou em risco de extinção. No Brasil, os pepinos-do-mar ainda são largamente desconhecidos do público em geral, e são escassos os estudos com abordagem de aquicultura. Em Santa Catarina existem espécies de alto valor comercial, potencial para a aquicultura e, sobre a qual, poucos estudos foram realizados.

Líder: Robson Ventura de Souza

Período de execução: 01/10/2021 a 30/09/2023 

Atividade: Maricultura

Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos bivalves do Brasil. Florações de microalgas produtoras de toxinas que podem ser bioacumuladas por moluscos são eventos que ocorrem praticamente todos os anos em SC. Os riscos são controlados por meio de um programa de vigilância que monitora as contagens de microalgas toxicas em amostras de água e os níveis de toxinas em amostras de moluscos. Esse monitoramento desencadeia a interdição das fazendas marinhas sempre que eventos de risco são detectados. O trabalho de identificação e contagem de microalgas toxicas é centralizado em um único laboratório no estado de SC e é realizado de maneira manual, por meio de análise em microscópio óptico por profissionais capacitados em laboratórios internacionais de referência. O desenvolvimento de ferramentas automatizadas para a identificação de microalgas tóxicas permitiria descentralizar e intensificar o monitoramento desses eventos, de forma a aumentar a segurança para os consumidores. 

Líder: Fabiano Muller Silva

Período de execução: 01/01/2021 a 30/06/2023 

Atividade: Maricultura

Ao longo dos últimos anos, o setor atuneiro vem buscando alternativas de isca-viva para reduzir sua dependência do estoque da sardinha-verdadeira, onde restrições impostas por Unidades de Conservação, conflitos com pescadores artesanais e inexistência de outros pequenos peixes pelágicos em quantidade suficiente para atender esta demanda da frota atuneira de isca-viva são fatores limitantes à expansão desta pescaria. O aumento da produção da pesca do atum bonitolistrado na modalidade vara e isca-viva está limitado a disponibilidade de tais iscas, tanto pela dificuldade de pescá-las e pela variação de sua ocorrência próximo à costa, ocasionada tanto por fatores naturais quanto pela sobrepesca das espécies utilizadas como isca, quanto pela alta mortalidade destas enquanto estão armazenadas no atuneiro durante o processo de busca e pesca do atum.

Líder: Felipe Suplicy

Período de execução: 20/08/2019 a 30/06/2023

Atividade: Maricultura

A produção de ostras é vendida com as ostras ainda vivas. Entre os meses de setembro a outubro as ostras se encontram na melhor condição para o consumo. Já no verão, época de maior fluxo de turistas e consumidores, as ostras tendem a desovar e apresentar um aspecto e sabor não tão bom. Além disto, como as ostras são adaptadas às águas frias, tendem a morrer, causando grandes perdas para os produtores que se arriscam a manter ostras sob cultivo nos meses mais quentes do ano. A produção de mexilhões é exclusivamente vendida na forma de carne desconchada. A carne de mexilhão representa apenas cerca de 20% de seu peso vivo, o que significa uma quebra de rendimento de 80% do volume colhido na fazenda. A comercialização de mexilhões com conchas também pode diversificar a forma de apresentação e de preparo deste produto, reduzir o volume de resíduos no processamento e promover o comércio de produtos com certificação sanitária.

Líder: Felipe M. Suplicy

Período de execução: 15/04/2021 a 15/04/2023

Atividade: Maricultura

Existem lacunas de conhecimento sobre a eficiência de tratamentos pós colheita de moluscos cultivados em Santa Catarina.
O choque térmico entre a água de cultivo e a água nos tanques de depuração, o stress associado à condição reprodutiva
dos animais pode causar desovas, com associada perdas de rendimento de carne e redução do tempo de prateleira dos
animais. A eficiência da depuração natural de moluscos contaminados transferidos para áreas livres de contaminação, a
eficácia do banho com água hiperclorada em ostras vivas, e da temperatura e tempo de cozimento de mexilhões ainda são
aspectos que demandam investigação. De forma similar, os expositores de moluscos vivos também deverão ser avaliados e
validados quanto a sua inocuidade e capacidade de manutenção do produto, antes de serem instalados nos pontos de
venda.

Líder: Haluko Massago

Período de execução: 04/01/2021 a 30/12/2023

Atividade: Piscicultura

Em Santa Catarina, assim como em muitos estados brasileiros, a maior produção em piscicultura é de tilápia, havendo muitos produtores de alevinos no estado. Normalmente estes produtores usam a técnica de coleta de nuvem (coleta de larvas nos viveiros de reprodução), com baixas produtividades, devido ao manejo.

Líder: Fabiano Muller Silva

Período de execução: 01/01/2021 a 31/12/2022

Atividade: Piscicultura

Apesar do desempenho positivo nos últimos anos, do cenário promissor para o aumento da produtividade e da produção crescente da piscicultura em Santa Catarina, ainda existem adversidades a serem enfrentadas pela atividade: a desorganização da cadeia produtiva, o alto custo de produção, a dificuldade de licenciamento ambiental e outros temas abordados com frequência nos fóruns de discussão de técnicos e produtores, os quais necessitam ser atendidos para que o setor desenvolva todo seu potencial.

Líder: Raphael de Leao Serafini

Período de execução: 01/01/2020 a 31/12/2021

Atividade: Piscicultura

Mediante as necessidades, o setor aquícola tem buscado sistemas mais produtivos, biosseguros e com baixo impacto
ambiental. Assim surgiu o cultivo superintensivo em sistema de bioflocos para camarões e peixes, elevando a densidade de
estocagem e trabalhando com pouca ou nenhuma renovação de água. Porém, no decorrer do cultivo ocorre o acúmulo de
nitrato e de sólidos, o que pode ser prejudicial para os camarões e peixes quando em excesso. Nesse sentido, a integração
do cultivo de camarão em sistema de bioflocos com a cultura de algas e peixes, se apresenta como uma possível inovação
tecnológica de apelo econômico e ambiental. A união do cultivo de duas espécies animais em bioflocos, com espécies
vegetal, resultará no sistema multitrófico integrado.

Líder: Bruno Corrêa da Silva

Período de execução: 01/10/2019 a 31/12/2022

Atividade: Piscicultura

A tilápia-do-nilo linhagem GIFT foi introduzida no Brasil em 2005 e atualmente é considerada uma das melhores linhagens genéticas de tilápia no país. O seu potencial de cultivo, todavia, é subaproveitado na região catarinense de clima subtropical, cujas adversidades climáticas são recorrentes e acabam por impactar a saúde do animal inadaptado. Diante disso, a Epagri acredita que o desenvolvimento de uma linhagem, mais adaptada ao cenário local, favorece a piscicultura catarinense. Durante três gerações de seleção, a Epagri acredita que a linhagem denominada GIFT-Epagri, possui um potencial superior de pelo menos 15% para ganho de peso em relação ao animal introduzido no estado em 2011. O projeto propõe a continuidade do programa de melhoramento de tilápia desenvolvido pela Epagri, com objetivo de selecionar uma linhagem melhorada para ganho de peso adaptada para as condições de cultivo do sul do Brasil. Serão acasalados os animais selecionados da terceira geração para formação de sete populações. Mil alevinos de cada população serão cultivados e após nove meses de cultivo (fevereiro a outubro) serão selecionados para peso final um total 210 tilápias (30 por população). Os animais selecionados serão marcados com microchip e caracterizados geneticamente através de marcadores microssatélites. Também serão realizados dois experimentos em viveiros escavados para avaliação do desempenho zootécnico das progênies da quarta geração comparada com as progênies das gerações anteriores, e a avaliação do crescimento das progênies em laboratório em nas temperaturas de 22 e 28°C. Além disso, o projeto irá disponibilizar cerca de 30 mil matrizes de tilápia, onde estas serão amostradas para identificação da presença ou não dos seguintes patógenos: Streptococcus agalactiae e Francisella noatunensis.

Líder: Bruno Corrêa da Silva

Período de execução: 01/03/2019 a 28/02/2022

Atividade: Piscicultura

Em 2017 a tilapicultura brasileira alcançou a produção de 357 mil ton, tornando-se o 4º produtor mundial de tilápia. Apenas os estados do Paraná e Santa Catarina são responsáveis por 40% desta produção, e a maioria do juvenil comercializado nestas regiões possuem o tamanho de 0,5 a 3,0 g. Por isso, torna-se importante a fase de recria para obtenção de melhores resultados na fase de terminação. A recria de tilápia possibilita ao produtor maior previsibilidade de cultivo e melhor ajuste na quantidade de ração na fase de terminação, resultando em melhor conversão alimentar. Contudo, a estrutura fundiária dos estados do sul do país, principalmente Santa Catarina, baseia-se em pequenas propriedades rurais com mão-de-obra familiar, com pouco espaço para expandir a produção. Esta característica obriga os piscicultores a serem eficientes, focando no aumento de produtividade de forma sustentável. O sistema em bioflocos vêm suprir essa demanda.

Objetivos: Contribuir com o desenvolvimento da tecnologia de juvenis de tilápia-do-nilo, Oreochromis niloticus, através do sistema de produção em bioflocos.

Resultados esperados: Determinar alguns protocolos para a recria de tilápia em sistema de bioflocos que ainda não estão totalmente elucidados, como por exemplo as taxas de arraçoamento e a densidade de cultivo (produtividade final), para esta fase. Além disso, pretende-se estudar a viabilidade econômica deste sistema, frente ao sistema tradicional, semi-intensivo em viveiro escavado, já utilizado comercialmente no sul do país. Este será um passo importante para a difusão desta tecnologia aos produtores rurais, principalmente de Santa Catarina, onde a Epagri possui grande atuação na extensão rural.

Líder: Felipe Matarazzo Suplicy

Período de execução: 20/08/2019 a 30/12/2021

Atividade: Maricultura

A produção de ostras é vendida com as ostras ainda vivas. Entre os meses de setembro a outubro as ostras se encontram na melhor condição para o consumo. Já no verão, época de maior fluxo de turistas e consumidores, as ostras tendem a desovar e apresentar um aspecto e sabor não tão bom. Além disto, como as ostras são adaptadas às águas frias, tendem a morrer, causando grandes perdas para os produtores que se arriscam a manter ostras sob cultivo nos meses mais quentes do ano. A produção de mexilhões é exclusivamente vendida na forma de carne desconchada. A carne de mexilhão representa apenas cerca de 20% de seu peso vivo, o que significa uma quebra de rendimento de 80% do volume colhido na fazenda. A comercialização de mexilhões com conchas também pode diversificar a forma de apresentação e de preparo deste produto, reduzir o volume de resíduos no processamento e promover o comércio de produtos com certificação sanitária.

Objetivos: Avaliar novas formas de apresentação e de embalagens para os produtos da maricultura catarinense.

Metodologia: 1) Avaliar comparativamente o tempo de prateleira de moluscos colhidos sem preocupação com exposição ao calor e de moluscos que ingressaram rapidamente na cadeia de frio.
2) Avaliar o tempo de prateleira para carne de ostras embaladas em meio ácido.
3) Avaliar o tempo de prateleira para carne de ostras congeladas em blocos.
4) Avaliar o tempo de prateleira de mexilhões com concha embalados em rede plástica com pressão.
5) Avaliar o tempo de prateleira de mexilhões com concha embalados a vácuo, com água saturada com oxigênio.

Análises microbiológicas e organolépticas serão realizadas com os diversos produtos testados.

Resultados esperados: Produzir e divulgar evidências científicas sobre a necessidade de manter os moluscos resfriados após a colheita. Gerar informação sobre procedimentos que permitirão: disponibilizar no mercado nacional carne de ostra crua ou cozida ao longo do ano e evitar perdas relacionadas ao verão; obter um melhor aproveitamento da safra de mexilhões e reduzir o impacto ambiental da atividade.

Líder: Guilherme Rupp

Período de execução: 01/09/2019 a 30/06/2021

Atividade: Maricultura

O cultivo da vieira Nodipecten nodosus é uma atividade sobre a qual se geraram grandes expectativas, devido ao alto valor comercial e apreciado sabor que a espécie apresenta, com grande apelo na alta gastronomia. Diversas pesquisas foram realizadas pela Epagri entre e 2003 e 2010 que geraram conhecimentos biológicos e tecnológicos que permitiram a implantação do cultivo comercial de vieiras em Santa Catarina. Seu cultivo teve início em 2006, através de iniciativa conjunta entre Epagri e LMM-UFSC e a produção vem sendo crescente até os dias atuais. Porém a atividade ainda ocorre em pequena escala, com produção instável e poucos produtores envolvidos. Estudos realizados na década passada demonstraram que a as condições ambientais de muitas das áreas atualmente demarcadas no Estado para cultivo de moluscos são inadequadas para Nodipecten nodosus, considerando-se os requerimentos eco-fisiológicos dessa espécie, os quais também já foram determinados em estudos anteriores. Outros pontos críticos ainda ocorrem durante a etapa de berçário e cultivo intermediário, bem como alta incrustação de biofouling nas vieiras cultivadas. O presente projeto pretende focar em alguns dos pontos críticos da produção, consolidando tecnologias baseadas em informações científicas já existentes, bem como levantar áreas com condições ambientais propícias ao cultivo de vieiras.

Líder: Guilherme Rupp

Período de execução: 20/08/2019 a 30/06/2021

Atividade: Maricultura

Os pepinos-do-mar são organismos intensamente utilizados na culinária asiática e na indústria farmacêutica, apresentando grande valor econômico em mercados internacionais. Isto suscitou uma intensa captura em mais de 80 países, ameaçando as populações de muitas espécies ao redor do planeta. No litoral sul do Brasil, a espécie considerada mais abundante é Holothuria grisea, com ocorrência descrita para as regiões meso- e infra-litoral. Outras espécies com ocorrência descrita para Santa Catarina são Trachythyone crassipeda e Isostichopus badionotus, sendo que esta última não tem seu registro de ocorrência comprovado. Poucos são os estudos realizados com pepinos-do-mar em SC e existem indícios de que já venha ocorrendo captura indiscriminada e exportação para Ásia. Na região Indo-Pacífica, os pepinos-do-mar vêm sendo cultivados comercialmente e também utilizados em cultivo consociado com moluscos e peixes (aquicultura multitrófica), uma vez que são detritívoros e aproveitam-se dos biodepósitos eliminados pelos animais cultivados, atuando como mitigadores dos potenciais impactos ambientais dos cultivos nos sedimentos marinhos. No presente projeto pretende-se fazer um levantamento da ocorrência de espécies de pepinos-do-mar ao longo do litoral de Santa Catarina e buscar informações sobre captura e comercialização destes organismos. Paralelamente, será feito um estudo populacional para determinar a abundância, densidade, tamanho mínimo de maturação, distribuição de tamanho e distribuição espacial e temporal de uma população natural de Holothuria grisea. Será também realizado um estudo do ciclo reprodutivo dessa espécie ao longo de um ano. Estas informações são fundamentais para subsidiar trabalhos futuros para o desenvolvimento de tecnologia de cultivo de pepinos-do-mar no Brasil, a exemplo do que já ocorre em países da Ásia, bem como para a conservação e aproveitamento sustentável desse recurso pesqueiro.

ESTATÍSTICAS

AtividadeAnoAutorTítulo
Aquicultura2020GIEHL, A.L.; NOVAES, A.L.T.; FELICIANO, A.M.; SILVA, F.M.; ALVES, J.R.; TORESAN, L.; SOUZA, R.V.; GOULART JÚNIOR, R.; MARCONDES, T.Números da Agropecuária Catarinense – 2020. Florianópolis: Epagri, 2020. 64 p. (Documento, 313).

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Maricultura2018Santos, A.A.; Della Giustina, E.G.Síntese informativa da maricultura 2017

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Piscicultura2017Silva, B.C.; Silva, F.M.Desempenho da piscicultura catarinense 2016

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Maricultura2017Santos, A.A.; Marchiori, N,.C.; Della Giustina E.G.Síntese informativa da maricultura 2016, Florianópolis, p. 164-166, 2017.

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Piscicultura2017Silva, B.C.; Della Giustina, E.G.; Marchiori, N.C.; Massago, H.; Silva, F.M. Desempenho produtivo da piscicultura catarinense – 2015

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Piscicultura2015Silveira, S.S.; Silva, S.M.; Novaes, A.L.T.; Santos, A.A.Desempenho produtivo da piscicultura catarinense – 2014

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Maricultura2015Santos, A.A.; Costa, S.W.Síntese informativa da maricultura – 2014

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Maricultura2014Costa, S.W.; Santos, A.A.Síntese da maricultura – 2013

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Maricultura2013Santos, A.A.; Novaes, A.L.T.; Silva, F.M.; Souza, R.V.; Costa, S.W.; Guzenski, J.Síntese informativa da maricultura – 2012.

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Maricultura2012Santos, A.A.; Novaes, A.L.T.; Silva, F.M.; Souza, R.V.; Costa, S.W.Síntese informativa da maricultura – 2011

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Maricultura2011Santos, A.A.; Novaes, A.L.T.; Silva, F.M.; Rupp, G.S.; Souza, R.V.; Costa, S.W.Síntese informativa da maricultura – 2010

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Maricultura2010Santos, A.A.; Novaes, A.L.T.; Silva, F.M.; Rupp, G.S.; Souza, R.V.; Mello, G.L.; Costa, S.W.Síntese informativa da maricultura – 2009

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Maricultura2009Santos, A.A.; Novaes, A.L.T.; Muller, F.; Rupp, G.S.; Ventura, R.Síntese informativa da maricultura – 2008

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Maricultura2008Santos, A.A.Informativo da maricultura em Florianópolis – 2007

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